A depressão é um transtorno
psiquiátrico muito comum e também ainda pouco compreendido, tanto pelos
pacientes quanto por seus familiares.
A chance de ter depressão ao
longo da vida é de aproximadamente 15%. O risco é duas a três vezes maior para
as mulheres do que para os homens.
As crises depressivas podem
iniciar em qualquer momento da vida, desde a infância até a terceira idade.
Quais são os sintomas da
depressão?
O paciente começa a se sentir triste
e vazio, pode chorar muito, perde o interesse e o prazer que sentia por suas
atividades diárias, mesmo aquelas que mais gostava. Esta perda de interesse
pelas atividades é frequentemente confundida com preguiça, o que pode gerar
conflitos com quem convive com o paciente. A pessoa se sente agoniada e sem
esperanças, é uma tristeza diferente das outras que sentiu antes. A maioria
(90%) tem muita ansiedade. Muitos ficam irritados.
O apetite muda (aumenta ou
diminui) e o peso também (conforme a mudança do apetite, para mais ou para
menos).
O sono é um dos primeiros a mudar
e 80% dos pacientes sofrem com alterações do mesmo. A pessoa não dorme direito,
acorda várias vezes de madrugada e fica pensando nos problemas, acorda mais
cedo do que o normal e passa o dia todo cansada, sem energia pra nada. Chega a
noite, o ciclo recomeça, sem conseguir pegar no sono outra vez. Alguns
pacientes se queixam de dormir demais, mas também permanecem muito cansados.
A pessoa fica perceptivelmente
mais lenta. Os familiares se queixam que o paciente demora para responder,
fazer as coisas, se distrai, fica indeciso. O paciente não consegue se
concentrar como antes, fica esquecido. O esquecimento é uma queixa muito comum
– compromissos, onde colocou as chaves, ir e voltar no mesmo lugar várias vezes
e não lembrar o que foi fazer, ler e esquecer o que acabou de ler, entre outros
exemplos.
É muito comum o sentimento de
culpa. Muitos acham que são um peso para a família, acreditam estar
incomodando, culpam-se por atos do passado, por se sentirem inúteis.
Até dois terços dos pacientes têm
pensamentos sobre suicídio e entre 10 a 15% o cometem. Ao contrário do que
muitos acreditam, as pessoas que já tentaram suicídio têm um risco maior de
morrerem por suicídio no futuro.
Nos próximos artigos desta série
sobre depressão, vou falar sobre causas e tratamentos da mesma. Entretanto,
gostaria de ressaltar desde já que esta é um transtorno psiquiátrico grave,
devendo receber tratamento adequado o mais cedo possível.
Segunda parte: Depressão: Causas e Recaídas
Terceira parte: Depressão: Diagnóstico e Tratamento
Segunda parte: Depressão: Causas e Recaídas
Terceira parte: Depressão: Diagnóstico e Tratamento